sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Minha estranheza em uma sexta feira 13

Chegamos ao último dia do azar do ano.
Claro, apenas oficialmente. Sorte, azar, casualidades e eventualidades nunca precisaram de data específica. De fato, por que este não poderia ser um dia de coisas boas? Afinal, o que foi este período de um ano senão um tempo composto por todos os tipos de experiências que eu não esperaria ou não queria passar?
Passando de viagens loucas a parceiros de longa data, conversas recheadas de risadas e conteúdo nonsense a um amor inexplicável e inesperado... Assim como lágrimas, dor e a morte de alguém muito querido, fato este que definitivamente muda e marca sua visão de tudo.
Então, o que é uma merda de sexta feira treze?
Desafio aceito, tragam-me espelhos, escadas e gatos pretos. Dos males o menor.
E já que estamos falando sobre épocas, me vejo agora rodeado em toda essa onda de "um ano novo está chegando". Não consigo dar ouvidos a esse papinho de renovação com fim de ano, natal, fé, vida nova e bla bla bla, etc, etc, etc!
Tudo isso me cansa e chega a ser maçante demais!
Destino, má sorte, forças cósmicas e celestiais, não faço mesmo ideia do que rege esse universo (atualmente, sequer me importo). E se isso tudo que conhecemos e tudo ao redor estiver localizado dentro de um pedacinho de grama prestes a ser apagado? Faria diferença saber? Seria bom?
Ahhh quem um dia disse que ignorância é uma bênção era um sábio do caralho!
Voltando a vibe fresca de fim de ano: quer mudança em um assunto e constância em outro? Se fode aí, nem sempre está em seu poder, apenas vai acontecer.
Então, eu não desejo pra mim um feliz 2014.
Eu desejo que esta vida, este mundo, continue como está: mutável, instável, aleatório e real. E que a hora seja a hora.
Assim sendo, venham os dias, felizes ou tristes, venha vida e morte, experiência e cabelos brancos. Que venham as novos momentos, pessoas e lugares.
Que venha e seja vivido, simplesmente, o próximo instante.

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